domingo, 27 de janeiro de 2008

Morte

Finalmente um assunto feliz, apenas um relato e sem ofender ninguém*. A morte é o sentido da vida, o segredo essencial, pois sem ela não seriamos capazes de viver. Como José Saramago já mostrou em Intermitências da morte, nossa sociedade está toda baseada na idéia de que temos um fim.

Somos assim, como um história que já nasce sabendo do fim, e esse fim não nos abandona. Por isso nunca estamos sozinhos, sempre haverá a morte nos lembrando de que ainda há vida.

*Mas eu nunca me canso, gostaria de ofender alguém de maneira tão profunda que eu pudesse ver em seus olhos a humilhação quando eu mostrasse alguma piedade sobre o fato do ódio que eu causei ter atingido sua sanidade. Mas fazer o que? A gente nunca faz tudo aquilo que quer (será que alguem ainda acredita nisso)

sábado, 19 de janeiro de 2008

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Definição.

*A independência faz parte da inteligência do homem, pois quanto mais dependente de outros o homem é, mais sujeito a limitar suas idéias e viver com a de outros está.

*A solidão é um luxo, e uma vantagem, porém tudo em excesso faz mal.

*A saudade, dentre outras funções, imortaliza - iludindo - uma amizade. Quando acontece o reencontro sempre se faz de tudo para agradar um ao outro.

*Amizade é uma palavra muito forte, mais do que amor. A ilusão criada sobre o fato do amor ser mais forte do que amizade vem das mulheres. Essas que raramente possuem uma amizade que não seja baseada na superioridade ou falsidade, nem entendem o termo. A mulher que possui amizades de longa data, só as possui porque os amigos e amigas estão longe e a saudade faz seu papel. Como não entendem bem o que é amizade estão sujeitas, por natureza, a uma solidão que as faz meditar e se individualizar. Existem as que são subordinadas, todavia é por que viveram em dependência e, ainda sim, raramente não é uma escolha ligada ao sexo.

" A tristeza é uma alegria falhada." (Clarice lispector)