segunda-feira, 30 de maio de 2011

Conto

Era uma vez um grande escritor
E ele escrevia livros como niguém,
mas ele permanecia infeliz.

As outras pessoas amavam sua obra
ele amava sua obra,
mas isso não fazia sentido,
a tristeza.

As pessoas passaram a esquecer dele
e ele queria mais atenção, então
continuava escrevendo livros,

Até que conheceu uma pessoa
e essa pessoa fez valer tudo aquilo que ele havia feito
o dinheiro, o conhecimento.

Ele tinha aonde usar, ele nunca
se sentiu daquela maneira
realmente utilizando e transferindo conhecimento.

E então os livros que ele escrevia já não ligavam mais os fatos
não pareciam como antes.

Ele havia perdido o tato.
Sentia como se ele era somente bom quando era infeliz.

Então ele chorou, tentou se destruir com vicios,
depois escreveu um grande livro sobre o assunto
que ele sabia que receberia centenas de premios

E então ele pegou uma faca
e sem se despedir tentou se matar da maneira mais
dolorosa possivel.
Mas não conseguiu, era covarde para com a dor
então ligou para a pessoa amada e se acalmou,
depois cortou os pulsos e morreu.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Nós.

Sobre essa história de escrever,
acredito que Joyce também ficou sem nada para fazer.
Bukowski e Salinger também devem ter sentido o desespero
que o tédio traz.

Não se acredita na própria poesia,
apenas não se têm mais nada para se apoiar.

Não somos como as maiorias,
Deus não nos tocou, o senso comum
não nos engana tanto e em nível de
alienação penso que possuimos mais informações
que todos.

Temos nossas influências,
Nossos medos, perverções.

Libertinos é o que somos,
divinos e individuais.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Juventude Inconsequente.

A juventunde e a inconsequência não têm nada de errado, na verdade é um privilégio que chega ao fim. Ou pela necessidade ou por ação do tempo. Veja, as senhoras e senhores que têm aversão a inconsequência tem inveja porque não fizeram tudo o que queriam quando era a vez deles. O mundo é dos jovens, só eles podem usufruir até a ultima gota de prazer. Quando mais velho o prazer não desaparece completamente, mas aprendesse a se contentar com pouco. É uma tristeza a velhice, ela também não tem nada de errado, mas somente porque todos um dia chegaremos lá.
Não ter problemas para pensar senão em quem vai namorar ou qual festar ir no final de semana é algo que se esvai. Que sempre deixara boas lembranças de tempos em quem não se pagava pelos vícios. Hoje todos somos retratos de nossas juventudes excentricas, caso não, não vale a pena envelhecer.
Há questões mais serias, planos de saude, politica, emprego e salário. Todo um sistema de organização ao qual os jovens estão a margem, eu não os invejo, na verdade eu aprecio ver como a juventude vai estar cada vez mas transtornada, selvagem e pervertida. Queria viver para ver quando as verdadeiras orgias vão começar, com toda tecnologia, talvez até sobre espaço para alguém que está se tornando adulto e deve buscar a responsabilidade.
Estou vendo a fase mais prazerosa da minha vida ir embora e estou apertando a mão e aceitando isso, porque é a unica coisa se pode fazer senão se matar.
Achei que as escolhas em que não houvesse escolha na vida seriam mais faceis, mas na verdade é esse tipo de situação que destrói nossos sonhos, nossos relacionamentos e nossas mentes.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não faço isso agora pela arte,
ou pelo talento com a escrita.
Não faço pelos fãs ou pelas garotas.
O cansaço me consome
já não quero mais me alimentar do espirito de outros,
Estou criando porque não tenho mais nada para fazer.
O mundo acabando e eu pouco me lixando.
As pessoas estão com fome e isso me deixa triste o suficiente para
comprar outra garrafa de vinho e esquecer.

A unica fuga verdadeira é o prazer, sim,
porém há muitas fontes de prazer e todas viciam
e a maior parte perde o efeito
você acaba tendo de mudar para sobreviver.

Emoções verdadeiramente puras não existem mais,
as pessoas se individualizaram tanto
que hoje só existe praticidade, conformismo e ignorância.

Eu não acredito que cheguei ao ponto
de desistir do amor, mas é verdade,
e eu não me iludo com qualquer tipo estupido de fé.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Carta.

A solidão é tanta que posso senti-la,
atigi um nivel que não é pela falta de relacionamento,
simplesmente não vejo ninguem, não ouço ninguém
suas idéias são inofencivas a mim.
Não tenho vontade nem preconceito de revê-las,
o mundo me parece tão óbvio, tão fraco,
tão triste e baixo.

Há em algum lugar a pureza e a divindade.
eu sei, mas não a vejo, talvez sejam meus olhos,
mas então como farei para encontra-las.

sinto que tenho dentro de mim a pureza,
a ética necessária para suportar tal solidão
e ainda amar os outros. muito.

Eu só não ando me sentindo bem
com outras pessoas por perto.
Talvez seja uma fase,
mas eu acho que de uma maneira ou de outra
esse meu estado é irreversivel.

O amor existe, e ou meu é o real,
o verdadeiro, livre de idolatrias.
nada doentio e realista.
Nem parece amor mas é.
nem pareço estar desistindo dessas coisas todas
mas estou.



ps: então que eu tenha uma boa companhia hoje,
sozinha, triste, interessante a minha volta,
alguem vivo, com intensidade no olhar.
Pois eu sou muito bom para terminar assim, mas já
estou pagando as consequências de minhas escolhas.

sábado, 3 de outubro de 2009

(O que eu consigo fazer próximo a um ) haikai

"livros, livros, musicas, musicas, gente...gente.

Cigarro pra sustentar o corpo.

Cerveja pra sustentar a mente."

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O poeta

Um poeta
é aquele que escreve
o que já foi escrito
e tem a sorte de ser reconhecido.
de ser amado.

Ele sabe que é bom
que pode ser o melhor que há por aí
porém só acredita quando várias pessoas dizem.

Não se deve dar atenção as criticas,
não se deve dar atenção ao que as pessoas dizem sobre o poeta.

Vagabundo.Bebado.Louco.

É quando você está cansado e sem dinheiro pra uma cerveja
que essas palavras batem,
tão forte quanto um direita no queixo
e assim nasce o lutador.

Vagabundo.Bebado.Louco.Amado.

Este poeta é igual a todos,
E ainda sim, o melhor.